segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Treino de atributos técnico-tácticos


Antes de mais é importante definir inexperiência neste contexto. Quando falar em inexperiência, refiro-me ao reduzido número de jogos realizados num determinado contexto competitivo. E falo em contexto competitivo porque acredito que jogar em Portugal não será a mesma coisa que jogar no Brasil ou em Inglaterra, no entanto, como é óbvio, haverá um grande transfer de experiência de um contexto para o outro. A maior diferença no que diz respeito aos contextos competitivos, que vai ter uma maior implicação no assunto de falta de experiência, prende-se mesmo com a passagem do futebol de formação para o futebol sénior.

Posto isto, vou falar dos atributos cujos ganhos são mais visíveis com o acumular de jogos que propriamente com o treino (embora este seja de extrema importância), falo dos atributos técnico-tácticos. É importante que não se confundam com as missões tácticas dos guarda-redes que têm a ver com o modelo de jogo da equipa. Os atributos técnico-tácticos são todos os tipos de saídas da baliza (cruzamentos e antecipações para evitar situações de 1 x 1 por exemplo).

Ao longo de toda a carreira, todos os guarda-redes cometem erros relativos a estes atributos, no entanto estes erros são denominador comum nos guarda-redes jovens. Por muito talentoso que um guarda-redes seja durante a formação, é muito difícil impor-se ao chegar ao escalão máximo do futebol pois faltam-lhe os milhares de minutos de experiência que o seu concorrente directo tem. Mas o que fazer nestas situações? O guarda-redes precisa claramente de jogar com regularidade para atingir o seu máximo potencial mas também não pode comprometer a equipa com as suas falhas que irão inevitavelmente acontecer por falta de experiência. É este o dilema que muitos clubes enfrentam, sendo a solução rodar os guarda-redes em equipas de escalões inferiores cujos actuais guarda-redes não têm uma qualidade técnica suficiente para superar os jovens guardiões. Quanto ao treino em si, haverá um maior aproveitamento do guarda-redes nas situações de exercícios integrados com o resto do plantel para aumentar a especificidade do jogo embora se devam também usar os exercícios analíticos para corrigir pormenores relacionados com a técnica individual.

sábado, 31 de julho de 2010

Roberto (Sport Lisboa e Benfica) parte II






Comparando com o vídeo anterior, nota-se um pequeno avanço no terreno, no entanto dá-me a impressão que ele tenta fixar-se em posição de espera ainda balançado com a corrida que fez desde a pequena área. (é apenas uma suposição, pois não vi o jogo e as imagens não o mostram convenientemente).

domingo, 25 de julho de 2010

Roberto (Sport Lisboa e Benfica)






Já se percebeu que o novo guarda-redes do Sport Lisboa e Benfica é um típico guarda-redes tipo R. No entanto, após as várias semanas de pré temporada, não vejo nenhuma evolução para tentar contrariar este facto.

Não percebo a vantagem de ter a equipa a jogar no meio campo e o guarda-redes manter-se na sua pequena área.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Exercício Velocidade de Reacção IV



Neste exercício, o guarda-redes reage à voz do treinador, que lhe indica qual a bola que está em jogo. Ao receber a ordem, o guarda-redes pode bloquear a bola, bloquear a bola em 1x1 com o avançado, entre outras variantes. Pode-se atribuir números ou letras a cada bola.

Da forma que utilizo este exercício, o guarda-redes faz no máximo 5 repetições.

Para além de trabalhar a velocidade de reacção, considero-o um bom exercício para trabalhar o posicionamento e a retomada à posição de espera, que pode ser média ou baixa consoante a variante.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Exercício de Velocidade de Reacção III


O guarda-redes coloca-se a 2 metros do treinador. Este deixa cair uma das bolas e o guarda-redes tem de a agarrar antes que caia no chão.

Este exercício, para além de trabalhar a velocidade de reacção, trabalha também a aceleração e a coordenação dos membros inferiores e superiores. É simples, de fácil execução e compreensão por parte do guarda-redes e não são precisos muitos recursos para o realizar.

Nota: Dado as componentes físicas que este exercício abrange, é aconselhável que se faça no início da sessão de treino não havendo ainda acumulação de fadiga.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Exercício de Velocidade de Reacção II



O guarda-redes posiciona-se de frente para o treinador com as mãos atrás das costas. É-lhe dada a indicação que só se pode mexer quando a bola sair das mãos do treinador e quando isso acontecer, ele deve apanhar a bola com as duas mãos.

Alguns pontos importantes:

► O treinador deve mandar a bola com as mãos porque se o fizer com um remate, o guarda-redes consegue antecipar a acção com mais facilidade perdendo-se o efeito surpresa.
► A razão pela qual eu peço aos guarda-redes para apanharem a bola com as mãos (em vez de encaixarem a bola) é que desta forma eles precisam de ser mais rápidos no seu movimento ao mesmo tempo que trabalham as pegas, no entanto, dependendo do objectivo, podem-se usar muitas outras variantes.
► É preciso ter em atenção a velocidade de reacção actual do guarda-redes. Devemos primeiro lançar bolas mais devagar para ter a certeza que o guarda-redes é suficientemente rápido para conseguir reagir, evitando alguns acidentes.

(Não coloquei a distância que o treinador deve estar do guarda-redes porque vai depender dos próprios, no entanto podem fazer algumas tentativas no início com o intuito de explicar o exercício, de forma a descobrir a distância ideal para que o exercício tenha o maior efeito possível.)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Exercício Velocidade de Reacção


Dois guarda-redes encontram-se de costas e de pernas afastadas. Os dois lançam a sua bola por baixo das pernas, simultaneamente. O objectivo de cada guarda-redes é bloquear a sua bola, ou a bola do colega, consoante a variante, antes que esta chega à linha entre os cones.