quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Equipa Técnica - Treinador de Guarda-Redes


A importância de um treinador de guarda-redes nos diferentes treinos de todos os escalões de formação (e naturalmente do escalão senior) é de extrema importância, ou pondo as coisas de outra forma, a não inclusão de um treinador de guarda-redes numa equipa técnica é um enorme desperdício no que diz respeito ao potencial de evolução do guarda-redes. A periodização do treino de guarda-redes não é fácil, uma vez que está sempre dependente do trabalho do restante plantel mas havendo sempre mais de dois guarda-redes numa equipa, existe sempre tempo para trabalhar os mais variados aspetos e desta forma podemos optimizar o tempo útil de prática.
Após alguns anos a trabalhar quase exclusivamente a meio campo com um plantel (de infantis a seniores) posso dizer com segurança que é relativamente fácil, desde que haja alguma criatividade, trabalhar os guarda-redes tanto especificamente como de forma integrada.

O que acontece na maior parte das vezes é o trabalho específico do guarda-redes ficar limitado ao tempo de aquecimento dos outros jogadores. O problema é que os guarda-redes antes do seu treino específico, também precisam de aquecer o que faz com que o tempo muitas vezes seja reduzido a zero (partindo do princípio que estes não podem começar o treino antes porque uma qualquer equipa está a ocupar o campo). Claro que o aquecimento pode incluir exercícios específicos da posição de guarda-redes, mas é irresponsável exigir intensidades altas antes do corpo se adaptar fisiologicamente ao esforço. A solução é treinar um guarda-redes alternadamente em qualquer espaço numa linha lateral ou linha de fundo, respeitando sempre o treino que acontece no restante campo. Desde trabalho pliométrico, segurança nas pegas, quedas laterais, etc… quase tudo pode ser trabalhado. Claro que o ideal seja a planificação ser feita em conjunto com o treinador principal, uma vez que por vezes o exercício de conjunto pode beneficiar também os guarda-redes, como por exemplo o trabalho de reposição de bola num exercício de transição ofensiva.

Esta solução não é a ideal e exige um grande trabalho de preparação do treino. Estamos a falar de controlar o tempo e espaço do exercício de um guarda-redes para que todos façam a tarefa e ao mesmo tempo, que todos participem nos exercícios integrados. No entanto, isto desfaz o mito que um treinador de guarda-redes só serve para entreter os mesmos até que sejam precisos para os exercícios de finalização. Um treinador de guarda-redes deve ser muito mais que isso.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Melhor Guarda-Redes em Portugal (2011/2012)

Este é o resultado da sondagem que têm estado aberta neste blog durante a época desportiva de 2011/2012 que contou com um total de 853 votos.

Nas opções desta sondagem estiveram os 16 guarda-redes habitualmente titulares no início do campeonato, com uma 17ª opção referente a outro guarda-redes que não esteja listado.

Sendo esta a 3ª época em que realizamos esta sondagem, é curioso referir que Artur Moraes é o 3º guarda-redes a conseguir o título de melhor guarda-redes a jogar em Portugal, desta feita conseguindo a maior percentagem e consequente maior distância em relação ao 2º classificado. A classificação completa é a seguinte:

1º Artur Moraes (Sport Lisboa e Benfica) 48% - 415 votos
2º Rui Patrício (Sporting Clube de Portugal) 20% - 178 votos
3º Helton (Futebol Clube do Porto) 20% - 171 votos
4º Quim (Sporting Clube de Braga) 2% - 19 votos
5º Nilson (Vitória Sport Clube) 1% - 10 votos
5º Diego Silva (Vitória Futebol Clube) 1% - 10 votos
7º Paulo Lopes (Clube Desportivo Feirense) 1% - 9 votos
8º Fabiano (Sporting Clube Olhanense) 0% - 8 votos
8º Rui Rego (Sport Clube Beira-Mar) 0% - 8 votos
10º Outro 0% - 7 votos
11º Peiser (Associação Académica de Coimbra - O.A.F.) 0% - 5 votos
12º Peçanha (Club Sport Marítimo) 0% - 4 votos
12º Cássio (Futebol Clube Paços de Ferreira) 0% - 4 votos
14º Adriano Facchini (Gil Vicente Futebol Clube) 0% - 3 votos
15º Paulo Santos (Rio Ave Futebol Clube) 0% - 1 voto
15º Gottardi (União Desportiva de Leiria) 0% - 1 voto
17º Marcelo Valverde (Clube Desportivo Nacional) 0 % - 0 votos

Foto: http://www.facebook.com/paginaoficial.arturmoraes

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cabeceamento Ofensivo nos Guarda-Redes

Nos últimos minutos de um jogo em que apenas precisamos de mais um golo para atingir os nossos objectivos, é frequente a aposta no jogo directo e nos esquemas tácticos e são nestes últimos, principalmente nos cantos, que por vezes vemos o guarda-redes subir à área para dar mais força ao jogo aéreo. Isto acontece porque o guarda-redes é quase sempre dos jogadores mais altos e tem, por força do seu tipo de treino, um poder de elevação maior que a maioria dos jogadores de campo. Mas apesar deste recurso, não é habitual o guarda-redes treinar o seu cabeceamento e quando o faz, faz-lo quase exclusivamente em situações defensivas (saídas da área e disputas de bola) pelo que o seu cabeceamento ofensivo pode deixar algo a desejar. E porque não incluir o cabeceamento ofensivo nas rotinas semanas de treino do guarda-redes?

Dado que praticamente todas as equipas têm mais que um guarda-redes, como factor de complemento o cabeceamento ofensivo é facilmente enquadrado no microciclo de treino, fazendo apenas algumas adaptações aos exercícios já usados. Por exemplo, num qualquer exercício de cruzamento, substituir as varas ou qualquer outro obstáculo ao guarda-redes que vai saltar à bola para a agarrar / socar pelo outro guarda-redes que está em espera, dando-lhe o objectivo de marcar golo. É uma forma de treinar o tempo de salto e o próprio gesto técnico do cabeceamento. Desta forma, aproveitamos apenas os tempos mortos que existem devido há presença de mais guarda-redes no treino, nunca descorando o treino das acções básicas na baliza. Rentabilizamos o treino e optimizamos uma arma ofensiva que poderá ter uma grande utilidade em momentos pontuais do jogo.

sábado, 3 de março de 2012

1ª Batalha de Guarda-Redes em Portugal


A Escola Número Um criou um evento para todos os guarda-redes. Esta batalha de guarda-redes vai ter lugar em Pombal, no dia 26 de Maio. Os jogos consistem num confronto entre 2 guarda-redes, num campo reduzido, onde cada um terá de defender a sua baliza. Podem marcar golos com qualquer parte do corpo, desde a sua zona de acção (junto da sua baliza), zona essa também restrita às acções de defesa dos remates (excepção feitas a acções realizadas na sequência de defesas incompletas).

De manhã terão lugar as batalhas dos Sub-12, Sub-13 (futebol 7) e Sub-15 (Futebol 11). De tarde será a vez dos Sub-17, Sub-19 e Séniores.

Mais uma iniciativa muito interessante que tem como objectivo a promoção da posição do guarda-redes e a sua respectiva valorização no contexto do futebol. Uma excelente oportunidade para os guarda-redes conhecerem colegas de actividade e também de se auto-promoveram com o seu desempenho. Qualquer dúvida ou esclarecimentos, devem contactar a Escola Número Um através do e-mail escolanumeroum@gmail.com ou através do número (+351) 91 241 25 81.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Seminário Nacional de Treino de Guarda-Redes


TREINO ESPECÍFICO NAS VÁRIAS ETAPAS DE FORMAÇÃO


Prelectores:


RICARDO PERES - FPF


FÁBIO FERNANDES - ESCOLA GR F.FLY


LUIS RODRIGUES - ASSOCIAÇÃO ESCOLINHAS DE GUARDA-REDES


HUGO RIBEIRO - SLB


RICARDO LEITE - CFB


MÁRIO PACHECO - ESTORIL PRAIA


FILIPE GOMES - SPORTING ESPINHO


VITOR RAPOSO - FISIOTERAPEUTA FC BARREIRENSE


Contactos:



Fábio Fernandes - 918569135


José Cabrita - 966597084



Preço:

Até 15 Janeiro - 20€ (estudantes 15€) Depois de 15 Janeiro - 30€ (estudantes - 20€)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Exercício situações de jogo III




Pensei neste exercício com o objectivo de relembrar aspectos importantes nas saídas da baliza para bloquear a bola no chão (antecipando a acção do avançado ou bloquear a bola aos pés deste) e também os cruzamentos.




1- Pequeno exercício de coordenação dos membros inferiores




2- O colega coloca uma rasteira em profundidade para haver bloqueio




3- Depois de bloquear, levanta-se rápido, ganha alguns metros na área e




4 - executa um passe para o corredor contrário




5- O colega cruza a bola (trabalho de colocação de bola com os pés) para a pequena área, onde o GR deve agarrar acima da cabeça, levantando o joelho adequado.


NOTA: Depois de executar o passe para o corredor contrário o GR deve dar cobertura defensiva ao colega a quem passou. Só depois deve recuar para se posicionar para o cruzamento. (simulando a perda de bola por parte do lateral)