segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Trabalho de Pés e defesa de remates (Luis Henrique de Moraes) Estoril Praia


O autor do vídeo intitula o vídeo do seu treino como "treino específico global".

Observo uma grande incidência no trabalho de pés (deslocamentos), embora pessoalmente não ache correcto fazer movimentos de costas para a bola. Raramente, ou nunca, essa situação acontece em jogo.

A parte final do vídeo mostra remates à baliza de diversos ângulos.

 Luis Henrique de Moraes, após a passagem pelo Brasiliense, Corinthians, Guarani esteve 3 épocas como treinador de guarda-redes do Estoril Praia.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Defesa de Remates e Trabalho de Pés com Dan Gaspar




Apesar de longo, este vídeo tem apenas 18 minutos de exercícios, estando o tempo restante reservado a uma entrevista com o Daniel Gaspar (feita antes do mundial da África do Sul).
O vídeo está em inglês mas se se sentirem à vontade com a língua, aconselho-vos a assistir até ao fim. O Daniel Gaspar é a minha principal referência no que diz respeito ao treino de guarda-redes e tem uma forma de trabalhar muito particular e coerente e recomendo uma pesquisa ao seu trabalho se tiverem essa disponibilidade, sendo que no futuro pretendo colocar aqui mais vídeos sobre os seus treinos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Federação Espanhola de Futebol, Curso de Treinador de Guarda-Redes


Neste vídeo podemos ver um pouco de uma aula prática do curso de treinador de guarda-redes realizado pela Federação Espanhola de Futebol.

O pouco da aula que podemos ver, assenta fundamentalmente em exercícios para trabalhar a velocidade de reacção. 

Até ao minuto 3'25'' os exercícios são mais analíticos com incidência em componentes técnicos. De seguida, até ao final do vídeo, aumenta a incidência na componente táctica, através de situações de 1x0 + GR, afastar a bola do centro de jogo com os pés após atraso.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Passe e Receção com Guillermo Valencia




Nunca é demais lembrar a importância que o trabalho de pés, no que diz respeito à técnica individual, tem no jogo contemporâneo e aqui podemos ver um exemplo comum do que podemos fazer sem grandes recursos para trabalhar este aspeto no guarda-redes.

Até aos 2'40'' do vídeo podemos ver uma série de exercícios de passe, receção e controlo de bola.

Daí até aos 3'50'' vemos um trabalho de alongamento que não sei se lhe podemos chamar de alongamentos dinâmicos ou funcionais nem tão pouco se é um trabalho aconselhado em termos fisiológicos. A esta altura o guarda-redes já está 'quente' e não considerando aqueles alongamentos demasiado exigentes (que não o devem ser no início da sessão do treino de guarda-redes devido à exigência do mesmo em termos explosivos), não vejo nenhum mal que possa haver mas deixo este ponto aberto para discussão.

O exercício seguinte já o acho algo discutível. Nada a apontar para o teor técnico, trabalho de primeiro toque completamente válido mas acho a exigência fisiológica do mesmo um pouco exagerada. Gosto que os treinos tenham uma especificidade grande, principalmente ao nível sénior e tenho a certeza que aquele esforço raramente é reproduzido num jogo mas tenho noção que podemos muitas vezes trabalhar a curva de supercompensação do treino de forma a optimizar ganhos, ainda assim, acho que os exercícios devem ser feitos a 100% com vários intervalos, nunca com durações que façam com que as últimas ações do guarda-redes já sejam a 80 ou 75%, uma vez mais, tendo em conta um trabalho de máxima especificidade. Ainda assim, faço disto um comentário e não uma crítica porque apenas o próprio treinador sabe o porquê de realizar um determinado exercício ou treino, pois nós estamos a ver esta sessão de uma forma completamente descontextualizada.

A partir daqui, Memo Valencia já usa exercícios com combinações de várias ações técnicas onde acho a proporção do esforço excelente, com repetições de 3 ações a alta intensidade, que é mais próximo daquilo que o guarda-redes pode encontrar num jogo. Como é evidente, podemos sempre argumentar que há sempre a possibilidade de um guarda-redes num jogo possa ter de agir mais de 3 vezes seguidas mas as vezes que tal acontece é tão rara que não considero relevante para fazer disso rotina num treino.

Nos últimos exercícios, só duas notas. A primeira, o facto do guarda-redes estar a bater as bolas do meio campo para a baliza. Em termos de especificidade, é óbvio que isto não faz sentido mas eu creio que a razão de isto acontecer tem apenas a ver com um aspeto funcional do próprio treino. Com o guarda-redes a bater a bola para a baliza (ou linha de fundo), as bolas ficarão (se tudo correr bem) na baliza e se não, em muitos casos ficaram lá perto pelo que é mais fácil para recolher as bolas para repetir. Com o tempo que se poupa com este processo (não tendo ninguém que assegure a receção das bolas) acho que o exercício ganha em rentabilidade o que perde em especificidade, embora esta relação seja sempre subjetiva. A outra nota vai para a ação do guarda-redes que ao receber as bolas altas no peito, não as deixa completamente dominadas e a sua postura deixa entender que não se preocupa em manter a bola junto dos pés. Este tipo de ação não é preocupante se o adversário estiver a 40 metros mas é muito perigosa se este só estiver a 20 metros dele. É um aspeto que acho muito importante os guarda-redes se preocuparem em dominar para que os seus defesas e médios tenham confiança neles no processo ofensivo.

Guillermo Valencia, também conhecido por Memo Valencia, foi guarda-redes profissional na Colômbia (onde chegou a ser campeão), tendo depois passado pelo México e terminado a carreira nos Estados Unidos. Foi treinador adjunto na Columbia University e New York University, tendo sido depois treinador de guarda-redes das seleções nacionais sub-17 e sub-18 dos Estados Unidos e da Seton Hall University, tendo no início de 2013 sido chamado para a equipa principal do New York Cosmos, onde é o treinador de guarda-redes.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Orgulho em ser Treinador de Guarda-Redes


2013 está a chegar ao fim, a época ainda vai a meio e após estes meses de trabalho é assim que me sinto...

Sinto-me pequeno ao ver-vos treinar no duro. 
Sinto-me pequeno, mas consciente da dificuldade do vosso trabalho nos treinos e nos jogos. 
Sinto-me pequeno ao ver-vos cair as vezes que forem necessárias no sintético gasto e duro. 
Sinto-me pequeno ao ver-vos com hematomas, queimaduras, feridas abertas a sangrar, cotovelos e joelhos esfolados, dedos e pulsos ligados e com cara de esforço dizerem que "não é nada", "vamos continuar mister". 
Sinto-me pequeno ao ver-vos desiludidos por não terem conseguido defender correctamente um ou outro remate nos treinos com a equipa. 

Sinto-me GRANDE ao ver-vos brilhar nos jogos. 
Sinto-me GRANDE ao ver-vos aplicar nos jogos o que fazem nos treinos.
Sinto-me GRANDE ao ver-vos com um sorriso na cara quando o vosso dever foi cumprido.

Sou pequeno durante a semana, mas a cada Domingo sou grande.

É esta a lição que me ensinam durante a temporada, COM HUMILDADE IREMOS CRESCER. E é assim que dá gosto crescer, fazendo o nosso trabalho sem passar por cima de ninguém.

              Sporting Clube de Linda-a-Velha

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Defesa de Remates (Pescara) com Massimo Marini




Este vídeo tem vários pontos de interesse, desde o uso do Winshot (conhecido em Itália como sparapalloni) até ao uso dos bonecos para fazer oposição à ação do guarda-redes. 

O primeiro ponto de discussão tem a ver com a máquina Winshot. Aquilo parece-me ser bastante precisa na precisão com que atira a bola o que pode trazer vantagens e desvantagens no treino. Se estivermos a fazer um treino mais físico, obrigando o guarda-redes a ter deslocamentos de grande amplitude, parece-me um aparelho bastante válido uma vez que potencia todas as repetições do exercício, obrigando sempre o guarda-redes a testar os seus limites. Mas isso trás uma limitação no que diz respeito aos treinos que tenham uma maior componente de tomada de decisão porque com a bola a definir sempre a mesma trajetória, o guarda-redes não precisa de se preocupar com a decisão pois todas as repetições acabam por ser mecanizadas. Mas uma vez que nunca usei o aparelho (nem nunca vi usar ao vivo), não sei até que ponto a sua trajetória é assim tão precisa quanto isso.

Quanto aos bonecos de oposição (usados nos primeiros exercícios do vídeo), parecem-me muito interessantes e úteis para treinar a coragem do guarda-redes. A oposição é sempre uma constante em quase todas as ações dos guarda-redes durante o jogo e defender um remate sem ninguém por perto ou com um jogador (seja defesa ou adversário) é completamente diferente. Como tal, ter isso em conta nos treinos é muito vantajoso para os guarda-redes.

Massimo Marini é um antigo treinador de guarda-redes do Pescara e do Hellas Verona. Podem consultar vários vídeos dele no youtube, grande parte deles com o uso do aparelho Winshot.